Outras

Zazenkai com Monja Waho

Retiro de um dia com Monja Waho Sensei, discípula da mestra Monja Coen Roshi.

Será no dia 20/Maio entre às 9h00  e 18h00 no Zendo Curitiba

Programação

09h00: Chegada/instruções
09h30 – 10h00: Zazen
10h00 – 10h10: Verso da Okesa/ Kinhin
10h10 – 10h40: Prática de Cerimônia
10h40 – 10h50: Kinhin
10h50 – 11h20: Zazen
11h20 – 11h30: Kinhin
11h30 – 11h45: Sutra do Coração
11h45 – 13h45: Intervalo de Almoço
14h00 – 14h30: Zazen
14h30 – 14h40: Kinhin
14h40 – 15h10: Zazen/ Gyotchá (chá formal)
15h10 – 15h20: Kinhin
15h20 – 15h50: Zazen
15h50 – 16h00: Kinhin
16h00 – 16h30: Zazen/ Banka (Cerimônia da tarde)
16h30 – 16h40: Kinhin
16h40 – 17h20: Roda Do Darma
17h20 – 18h00: Encerramento/ comensalidade

Valor: R$65,00 antecipadamente (almoço não incluído).

Inscrições: zendocuritiba@gmail.com

Solicitamos usar roupas confortáveis e discretas, que cubram as pernas, de preferência escuras. Evite decotes e perfumes fortes. O intuito é não gerar mais estímulos e facilitar a prática de todos

Endereço do Zendo Curitiba:

O espaço chama-se “A pequena sala de yoga”
Rua Riachuelo, 102 (sala 74)
Curitiba – PR

Informes, Outras

Zazen para Iniciantes

Todo primeiro sábado do mês teremos uma prática voltada especialmente aos iniciantes com ênfase nas instruções e dúvidas, aqui no Zendo Curitiba.

Qualquer pessoa interessada em meditação ou Zen-budismo é bem-vinda para aprender ou praticar a meditação Zen com a gente.  Chegue no horário e venha usando roupas confortáveis e discretas.

  • Periodicidade: 1º sábado do mês*.
  • Horário: 8h45min às 10h30. Solicitamos chegar no horário, trajando roupas confortáveis e discretas**.
  • Local: Zendo Curitiba – Rua Riachuelo, 102 (sala 74), Curitiba – PR.
  • Contribuição sugerida: R$10,00.
  • Não é preciso fazer inscrições antecipadas.

*Se for iniciante e não puder vir no primeiro sábado do mês, poderá vir em qualquer outro sábado, e participar da prática regular (a meditação será um pouco mais longa).

** No Zendo (sala de Zazen) recomendamos não usar bermudas, mini-saias, blusas decotadas ou com ombros de fora, perfumes fortes ou roupas de cores chamativas. O intuito é não gerar mais estímulos e facilitar a prática de todos.

Outras

O Sagrado está à nossa volta

Por Monja Coen

O Sagrado está à nossa volta. Ele não está apenas nos altares fechados, mas habita as trevas e a claridade, os mares e as montanhas, renovando energia.

Por que alimentar a raiva se podemos alimentar o amor?

Por que revidar o golpe se podemos amparar a mão e evitar a dor?

O que se passa e o que não passa?

O que fica atravessado — e o que atravessa o irado?

Hoje, a ira é até coisa boa.

Fiquei irado. Música irada. Show irado.

Será que diríamos — Buda irado?

Há nas tradições budistas algumas representações de entidades iradas.

Parecem furiosas. Amedrontadoras.

Nas entradas dos grandes templos há gigantes musculosos, que com um dos pés esmagam seres humanos, nas mãos carregam espadas e cordas.

Trata-se dos guardiões dos portais de entrada.

Para que lá não adentrem os fracos, os medrosos, os covardes, os maldosos.

Para que lá não adentrem os irados, os criminosos. Que não adentrem as discriminações, as discórdias, as mutilações, a fome, a miséria, as pestes, as doenças do corpo e as doenças do espírito.

Que no portal deixem as raivas, as fúrias, as vinganças, as matanças.

Entrem desarmados, abertos, suaves, humildes e gentis.

Porque lá dentro, no mais recôndito local sagrado, habita um ser de luz.

De luz tão pura e simples e clara que tudo inunda de beleza e alegria.

Esse local é nosso.

Direito de nascença.

Herança humana de gerações e gerações.

Todos e todas podemos chegar — porque é de lá que partimos, é de onde vimos e onde estamos e para onde vamos.

A luz infinita banha tudo e todos.

Entretanto, quando nosso ser desconhece a pureza, se sente impuro.

Sentindo-se impuro, fica inseguro.

Inseguro ataca, fere, rouba, mata, degola, destrói, guerreia, separa, discrimina, ofende, grita, recrimina, se separa.

Precisa de força, de relembrar, de reconhecer que é vida, que é luz, que está interconectado sempre ao sagrado.

E esse sagrado não está apenas no recôndito altar fechado. Mas habita o mundo — que não é imundo.

Habita as trevas e a claridade.

Habita os mares e as montanhas.

Sua voz está na chuva, nas cachoeiras, nos riachos e no rodar dos carros, das motos, das vozes, do pranto, do riso.

Sem dentro nem fora.

Explode e implode a cada instante.

Renova nossaa energia, sai fora da ira e ri juntamente com a criança que habita em cada um de nós.

Crescer dói.

Virar adolescente, adulto, idoso e morrer glorioso por ter vivido e revivido cada instante, na certeza de saber que venceu o medo, venceu a fraqueza, conquistou a si mesmo e assim completou sua obra.

Da luz, na luz para a luz infinita. Namu Amida Butsu (honra suprema ao Buda da Luz Infinita — Amithaba).

Mãos em prece.

Artigo no Jornal O Globo (30/04/2015)