ZAZEN 23

“Se não conseguirmos obter uma grande e calorosa satisfação na nossa prática, ela não será verdadeira. Ainda que você se sente, tentando manter a postura correta e procurando contar sua respiração, talvez ainda assim se trate de zazen sem vida, porque você está apenas seguindo as instruções. Você não está sendo amável consigo mesmo. Você acha que se seguir as instruções dadas por algum professor, fará um bom zazen, mas o propósito das instruções é encorajá-lo a ser amável consigo mesmo. Não conte sua respiração apenas para evitar sua mente pensante, mas sim para cuidar de sua respiração da melhor maneira possível.

(…) As nossas regras monásticas se baseiam em mentes amáveis, afetuosas. A idéia é não restringir sua liberdade, mas lhe dar liberdade de se comportar e agir do seu próprio modo. Não é tão importante assim seguir as regras literalmente. Na verdade, se você infringir a regra de vez em quando, saberemos o que há de errado com você e seu professor, sem criticá-lo, talvez seja capaz de ajudá-lo mais corretamente. É assim que você melhora sua prática com o objetivo de ter um bom controle sobre seus desejos e sobre seu dia-a-dia. Então, você alcançará uma grande liberdade em relação a tudo. Essa é a finalidade de nossa prática, tanto para os monges como para os leigos”.

Lido no zazen do dia 04/08 . Capítulo “Sejá amável consigo mesmo” do livro “Nem sempre é assim”, de Shunryu Suzuki.

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