ZAZEN 26

Imagem“Na semana passada, uma das meninas da escola dominical me viu sentado em zazen e afirmou: “Eu consigo fazer isso”. Ela cruzou as pernas e disse: “E agora, o que eu faço? Fiquei muito interessado na sua pergunta, porque muitos de vocês formulam a mesma questão. Vocês vem aqui todos os dias para praticar o zen e me perguntam: “E agora o que eu faço? E agora, o que eu faço?

Não acho que possa explicar plenamente esta questão. Não é uma questão que possa ser respondida. Vocês deveriam saber por si mesmos. Nós nos sentamos em uma postura formal de modo a vivenciar algo através de nossos corpos, não pelo meu ensinamento, mas pela sua própria prática física. Porém, ser capaz de sentar de um determinado jeito e alcançar um específico estado mental não é estudo perfeito. Depois de ter a experiência total de mente e corpo, vocês também serão capazes de expressá-la de outras maneiras.

Sem se fixar em uma postura formal, vocês naturalmente transportam suas mentes para outras posturas de várias maneiras. Vocês terão o mesmo estado de mente sentados em uma cadeira, ou em pé, trabalhando ou falando. É um estado da mente que não se fixa a nada. Esse é o objetivo da prática”

Lido no zazen de 25/08/13 – capítulo “Seda Pura, Ferro Afiado”, do livro Nem Sempre é assim, de S. Suzuki.

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