Onde quer que você esteja, está a iluminação – ZAZEN 33

 combustao

“Em nossa prática, a coisa mais importante é constatar que temos a natureza de Buda. Intelectualmente, podemos saber disso. Entretanto, isso é difícil de aceitar. A nossa vida cotidiana se passa nos domínios do bem e do mal, no campo da dualidade, enquanto a natureza de Buda se encontra nos domínios do absoluto, onde não há o bem nem o mal. Há uma realidade duplicada. A nossa prática está em ir além dos domínios do bem e do mal e perceber o absoluto. Isso pode ser difícil de entender. (…)”

“(…) Ainda que você diga: “Eu tenha a natureza de Buda”, esse fato sozinho não é suficiente para fazer com que isso funcione. Se você não tiver um amigo ou uma sangha, não funcionará. Ao praticarmos com a ajuda da sangha, auxiliados por Buda, podemos praticar o zazen em seu verdadeiro sentido. Vamos ter uma luz brilhante no Zendo de Tassajara ou em nossa vida diária. 

“Naturalmente, ter uma suposta experiência da iluminação é importante. Entretanto, o mais importante é saber como ajustar a chama do zazen em nossa vida diária. Se a chama estiver fumacenta, você sentirá o cheiro de algo. Poderá perceber que ela é uma lamparina a querosene. Se sua vida estiver em combustão completa, você não terá razões de queixa e não haverá necessidade de estar consciente de sua prática. Se você falar demais a respeito do zazen, já será uma lamparina a querosene fumacenta”. 

Excerto do capítulo “Onde quer que você esteja, está a iluminação”, do livro “Nem sempre é assim”, de S. Suzuki, lido no zazen de 03/11.

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