Não fique preso à iluminação – ZAZEN 34

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“Ao se praticar o zazen, momento a momento, você aceita  o que tem agora, neste momento, e está satisfeito com tudo que faz. Por apenas aceitar, você não tem razão alguma de queixa. Isso é o zazen. Mesmo que não consiga fazê-lo, você sabe o que fazer. Então, sentar-se em zazen também o estimulará a fazer outras coisas. Da mesma maneira que você aceita suas pernas doloridas de tanto ficar sentado, você aceita sua vida cotidiana, que talvez seja mais difícil do que sua prática de zazen”

“(…) Talvez você pense que alcançou a iluminação, mas se você estiver ocupado ou em alguma dificuldade, e acha que precisa voltar a ter aquela experiência, então aquela não é uma verdadeira iluminação, pois é algo a que você ficou preso. A verdadeira iluminação está sempre com você; portanto, não há necessidade de ficar preso a ela ou inclusive pensar a respeito. Por estar sempre com você, a dificuldade em si é a iluminação. A vida agitada em si é uma atividade iluminada. Isso é a verdadeira iluminação”. 

Excerto do capítulo “Não fique preso à iluminação”, do livro “Nem sempre é assim”, de S. Suzuki, lido no zazen de 10/11.

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