> Shobogenzo Zuimonki (37) – Livro 2 Parte 15

(…) O fato de as pessoas não escaparem do mundo secular parece ser resultado do apego à vida corporal.  Na realidade, entretanto, elas não estão, de forma alguma, pensando em si mesmas (…) ”

LIVRO 2

2-15

Em uma palestra vespertina, Dogen disse:

O fato de as pessoas não escaparem do mundo secular parece ser resultado do apego à vida corporal.  Na realidade, entretanto, elas não estão, de forma alguma, pensando em si mesmas. Elas não estão considerando as coisas de uma perspectiva mais ampla. Isso também é decorrente de não terem conhecido bons professores ou amigos. Se elas buscam ganhos, deveriam desejar os ganhos da felicidade eterna e oferendas dos deuses-dragão[1] , ou de seres celestiais. Se elas pensam em fama, deveriam aspirar obter a fama de um buda, de um ancestral ou de um sábio antigo. Fazendo desta forma, pessoas sábias em futuras gerações irão respeitá-las.


[1] Um deus-dragão (do sânscrito, naga) é um dos oito deuses e semideuses que protegem o Budismo. Uma criatura parecida com uma cobra, que se acredita ter poder sobrenatural para formar nuvens e fazer com que a chuva caia de acordo com sua vontade. Dos dragões que protegem o Budismo, os oito reis-dragões são geralmente mencionados nos textos Budistas.